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21/11/14  |  Banco de Oportunidades, Central de Inclusão Digital, ESA, Geral

Projeto que incentiva a inclusão na Escola Lauro Müller vence 1º Prêmio Escola Exemplo

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Um projeto que trabalha a inclusão dos alunos surdos com os demais estudantes da Escola de Educação Básica Lauro Müller, de Florianópolis, foi vencedor do 1º Prêmio Escola Exemplo, da OAB/SC. O segundo lugar foi conquistado pelo Centro de Educação Infantil Ondina Schmidt Gerlach, de São José, com o projeto Cuide de nossas Crianças, que abordou a prevenção da violência sexual na infância com alunos de cinco e seis anos. Já o terceiro lugar ficou com o projeto Biblioteca Kids, da Biblioteca Municipal Professor Barreiros Filho, do Bairro Estreito,  que leva minibibliotecas a creches de Florianópolis. Os ganhadores foram anunciados na tarde desta sexta-feira, durante cerimônia no auditório da OAB/SC.

Cada um dos vencedores foi agraciado com uma placa especial e uma bolsa de estudos integral para cursos de 24 meses oferecidos pela Sematec. Além disso, outras três instituições de ensino foram sorteadas com 600 livros adquiridos por doação pela OAB/SC e pela clínica Acessory Odonto - Escola Estadual Jurema Cavallazzi, do Bairro José Mendes, Escola Mâncio Costa, do Bairro Ratones, e Escola Intendente Aricomedes da Silva, da Cachoeira do Bom Jesus, foram as ganhadoras. Outras dez bolsas de estudos parciais do Sematec - com 50% de desconto - foram distribuídos a escolas participantes. “Não é nenhum método mágico que ajuda a melhorar e pacificar a nossa sociedade, a não ser a educação. Conseguir unir a história da OAB com a história dos professores da rede pública tem sido um dos bons frutos da atual gestão”, considerou o presidente da OAB/SC, Tullo Cavallazzi Filho.

O Prêmio Escola Exemplo foi uma iniciativa da Comissão OAB Vai à Escola para reconhecer boas práticas na rede pública de ensino. A presidente da Comissão Estadual OAB Vai à Escola, Ana Paula Travisani, que organizou o prêmio, ressaltou a importância de levar o direito e a cidadania a todos os membros da comunidade escolar e da sociedade. Ela lembrou a pesquisa realizada pela comissão no ano passado, que apontou índices assustadores de bullying nas escolas públicas da Grande Florianópolis - 82% dos alunos afirmaram, à época, conhecer pelo menos um caso em sala de aula. Segundo a advogada, dessa pesquisa surgiu a ideia de instituir um prêmio. O vice-presidente da Comissão, Kleiber Gomes Reis, e a secretária Jennifer da Silva Rodrigues, também participaram do evento.

O projeto vencedor - Meninos e meninas bilíngues: o caminho para a inclusão - foi implantado na Escola Lauro Müller há nove anos pela então professora Márcia Raquel Martins, hoje diretora da instituição. À época, ela se preparava para receber um aluno surdo entre os demais, mas não havia intérprete disponível para estudar com ele. Ela fez, então, com que os alunos surdos das séries mais avançadas passassem a dar aulas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para os alunos da turma de quarto ano, fazendo com a inclusão ocorresse de forma contrária à tradicional. O projeto, porém, deu tão certo que tomou conta de toda a escola, também por meio de teatro e depois com vídeo-aulas publicadas no blog Vejo Vozes, lançado em 2011. Hoje, a escola atende oito alunos surdos e se prepara para receber o nono em 2015.

O projeto já tem reconhecimento nacional e internacional: em 2006 ficou entre os 50 projetos selecionados para o Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, da Editora Abril, e, em 2011, recebeu o Prêmio Internacional Educared, como melhor do mundo. “Esse projeto fez com que a inclusão realmente acontecesse e abriu um leque muito grande para trabalhar o respeito a todo tipo de diversidades que encontramos na sociedade. Com ele, mostramos aos alunos que podemos conviver com as diferenças e que, apesar de diferentes e com necessidades diferentes, temos todos direitos iguais”, diz Márcia, que recebeu o prêmio ao lado do professor de informática Gerson Kazmirczak e dos alunos do 7º ano, Marcos Schmidt e Letícia Oliveira.


Conheça mais sobre o 2º e o 3º colocado


2º lugar - Cuide de nossas crianças

Instituição: Centro de Educação Infantil Ondina Schmidt Gerlach, de São José
O projeto: trabalha a noção de sexualidade e autonomia do próprio corpo com crianças de 5 e 6 anos de idade, que vêm despertando a curiosidade em relação às partes íntimas e às diferenças entre meninos e meninas. O projeto trabalhou o corpo humano com os alunos e ensinou-os a diferenciar os toques de carinhos de toques abusivos, tudo por meio de histórias e brincadeiras. As professoras confeccionaram dois mascotes de pelúcia - o Pipo e a Fifi, personagens da história infantil de onde o projeto foi inspirado - que podem ser levados para casa a cada fim de semana.

“A princípio, os pais se assustaram com a ideia do projeto, mas depois perceberam uma grande lição por trás dos personagens e o quanto precisamos ficar atentos com o que acontece com as nossas crianças”, salientou a professora Daiana Della Giustina, que coordena o projeto junto com a colega Danuza de Souza Nunes.


3º lugar - Biblioteca Kids

Instituição: Biblioteca Municipal Professor Barreiros Filho, Estreito
O projeto: leva leitura e cultura para as crianças das creches municipais de Florianópolis por meio de uma minibiblioteca que é disponibilizada às instituições, com 200 a 300 livros obtidos por meio de doação. A finalidade é estabelecer uma ligação ainda maior entre família, educadores e comunidade. Até novembro, o projeto foi implantado em nove creches e contemplou cerca de 1,2 mil estudantes.

“A biblioteca não pode mais ser vista apenas como estantes e paredes, nem as creches como um depósito de crianças que são deixadas lá para os pais poderem trabalhar. A gente precisa sair disso e ser parceiras das escolas que tanto precisam da gente”, diz a coordenadora do projeto Maritza Fabiane Celestino, que recebeu o prêmio.

Assessoria de Comunicação da OAB/SC

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