Com participação da OAB/SC, TJ lança programa "Busca Ativa" para dar visibilidade e segurança à adoção tardia

12/07/2018 - Geral

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Ampliar o acesso ao banco de dados de crianças e adolescentes acolhidos que enfrentam dificuldades para encontrar uma família adotiva. Esse é o objetivo do sistema Busca Ativa, projeto idealizado pelo Tribunal de Justiça, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, lançado na manhã de hoje (12/7) no auditório do Tribunal Pleno. O evento teve a presença do presidente da OAB/SC, Paulo Marcondes Brincas, além de dirigentes da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), e Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Também participaram magistrados, assistentes sociais, psicólogos, assessores, profissionais dos serviços de acolhimento, pretendentes à adoção e membros dos Grupos de Estudo e Apoio à Adoção.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Henry Petry Junior, primeiro a fazer uso da palavra, parabenizou todos os envolvidos no projeto e destacou a importância da ferramenta para dar visibilidade, com segurança, às crianças e adolescentes que desejam encontrar um novo lar. "Este projeto começou no ano passado e este ano ganhou corpo, formato, graças ao empenho de muitos. É um grande começo no sentido de aumentar ainda mais as perspectivas de adoção dessas crianças e adolescentes", frisou.

O evento também contou com a presença do presidente do TJ, desembargador Rodrigo Collaço. "Este evento tem, fundamentalmente, a marca da união dos principais atores que podem contribuir para essa causa. Só a união de todos pode fazer a diferença. Percebo que a adoção tem uma certa carga de idealização, de modo que é necessário esse trabalho de conscientização e de mudança cultural", assinalou.

A apresentação do sistema ficou a cargo do juiz-corregedor Rodrigo Tavares Martins, que participou da elaboração do Busca Ativa. "A necessidade de implementação desse programa é premente. Essas crianças e adolescentes que se encontram em situação de acolhimento são retiradas de suas famílias por algum tipo de violação e não pode o Estado permanecer violando esse direito. É por isso que é dever do Estado e da sociedade dar uma chance, para que elas possam viver em uma família", ressaltou.

De acordo com dados da Comissão Estadual Judiciária de Adoção - Ceja, atualmente existem 1.530 crianças em abrigos do Estado aptas a serem adotadas. Destas, 890 têm idade entre 8 e 18 anos, portanto sem muita perspectiva de adoção, já que a maioria dos pretendentes ainda procura por bebês brancos e saudáveis. 

Com Informações da Assessoria de Imprensa do TJ/SC


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