Alexandra Loras: “Precisamos ensinar que somos capazes às nossas filhas”

10/10/2017 - Geral

  • 9916.jpg

  • 9920.jpg

  • 9950.jpg

9909.jpg

A empresária, jornalista e ex-consulesa da França em São Paulo, Alexandra Loras , defendeu a igualdade de raças e gênero na palestra de encerramento da VI Jornada Catarinense da Mulher Advogada na última sexta-feira (6), em Joinville. “De geração em geração, fomos condicionadas a pensar que o homem é superior à mulher, que o homem branco é superior ao homem negro, que a mulher branca é superior à mulher negra e assim por diante”. Alexandra diz que, embora vivamos uma realidade melhor do que já foi no passado, ainda estamos longe de onde deveríamos estar. “Como vivemos em uma democracia, mulheres e negros deveriam ocupar 52% dos espaços, já que são a maioria da população brasileira”.

Muito dessa realidade deve-se, de acordo com a ex-consulesa francesa, do condicionamento da sociedade. E exemplifica: No preenchimento de uma vaga, um homem que atende 30% dos requisitos acredita que está apto a exercê-la, já a mulher, para se sentir apta à função, precisa preencher 85%. “Isto porque ela está condicionada a acreditar que não é capaz. Precisamos ensinar que somos capazes a nossas filhas, sobrinhas, inspirar as crianças desde cedo, pois todas nós nascemos com potencial e precisamos desenvolver nossos talentos”.

Alexandra cita ainda exemplo de uma empresa que equilibrou gênero e raça entre seus funcionários e aumentou em 35% sua rentabilidade. Isto porque a diversidade de gênero e raça tem acesso a um público maior. “Isso também é business”. Outro exemplo citado foi um brainstorm para resolução de conflitos entre mães judias, católicas e muçulmanas que perderam um filho em conflitos de guerra. “Elas com certeza terão uma visão muito diferente do que a dos homens”.

Para Alexandra, o desafio é empoderar as meninas desde cedo, pois com seis anos elas já têm sua concepção de mundo. “As mulheres precisam entrar mais no ativismo, mexer com as estruturas e as advogadas tem seu poder e talentos para transformar a sociedade. Sei que é mais fácil deixar para os outros, mas a vida é muito curta, precisamos agir”.

Assessoria de Comunicação da OAB/SC


Últimas notícias